DÉCIMO CAPÍTULO DE O ANATÔMICO
“A morte festeja o
Halloween, o dia onde ela se torna brincadeira. Todos brincam de serem maus,
sanguinários, assustadores. Um culto indireto, onde a maioria não entende o
real significado do Dia das Bruxas. Mas uns poucos conhecem a verdadeira face
do Halloween, estes poucos cultuam com alegria e promovem as verdadeiras
atividades que a data propõe”.
“O grande aniversariante
e responsável por criar a data, o senhor dos ímpios o grande Satã chefe do
mundo das trevas, dá energia extra aos seus seguidores para que eles tragam a
ele os presentes. São vários tipos sanguíneos, carnes de variados sabores. O
banquete será farto e saboroso”.
Retrospectiva do
capítulo anterior
Lorena
está voltando de sua caminhada, mas algo chama a sua atenção. A mulher de idade
continua ali naquele mesmo local. Ela fica intrigada, pois desconhece os
motivos daquela senhora ficar ali por tanto tempo, sendo que nem é um local
propício a andarilhos. Lorena resolve ir em direção a idosa e perguntar o que
ela faz ali.
Lorena – Boa noite senhora. Desculpa-me, mas
percebi que a senhora está aqui desde cedo, queria saber se posso lhe ajudar em
alguma coisa.
Senhora – Claro que pode minha filha, por acaso
você não me reconhece.
Lorena – Lamento mais não conheço não.
Senhora – Eu sou sangue do seu sangue, eu sou
Margarida a sua avó.
CENA 1
Lorena
fixa o seu olhar em Margarida, ela começa a viajar nas lembranças vagas e
sombrias.
Margarida – Entendeu o que disse? Agora me
reconhece?
Lorena – Margarida, mãe de Marta. Cúmplice no
abandono de uma pobre criança, que não tinha culpa de ter nascido no meio da
pobreza e descaso. Sei agora quem é você.
Margarida – Menina, você tem todo o direito de nos
odiar, afinal abandonamos você. Eu te deixei no frio da noite em frente à casa
da minha ex-patroa, mas acredite minha filha, o que fiz foi para o seu bem.
Lorena – Bem? Sei
.
Margarida – Sim minha filha, olha só, não foi tão
ruim assim, você se tornou uma pessoa poderosa cheia de posses. Se continuasse
conosco com certeza a realidade seria outra. Provavelmente nem estaria viva
agora.
Lorena – Uma criança quando acaba de nascer não
precisa de riqueza, de posses, luxo etc. Ela precisa de carinho, do afeto da
mãe. E quem me deu este afeto necessário? À noite, foi a noite fria de Monte
Negro que me confortou, até que uma alma bondosa me encontrou e me deu o carinho
de mãe e todo o resto.
Margarida
começa a chorar, o arrependimento bate e a aniquila. Lorena olha com um olhar
vazio, como se um abismo se abrisse ente as duas. Ela retoma o fôlego e
pergunta.
Lorena – Quer entrar?
Margarida – Não Lorena, sabe não quero parecer
interesseira. Não quero que você ache que estou atrás de você só por que você
tem dinheiro, entendeu?
Lorena – Eu Quero me encontra com você de novo.
Isso será possível?
Margarida – Quando você quiser estarei disposta a
conversar. Mesmo sabendo que é difícil, queria recuperar o tempo que perdi sem
você.
Lorena
dá um sorriso, que é bem recebido pela senhora.
CENA 2
Dia
31 de outubro, manhã
Matheus
está num ritmo frenético no dia de Halloween, ele prepara junto com os
organizadores a sua festa dos dias das bruxas. O seu desejo é que tudo saia
perfeito, afinal não será uma simples festa, mas sim um grande banquete ao seu
superior.
Matheus – Pessoas trabalhem mais rápido, por
favor, preciso de tudo perfeito para hoje à noite. Quero que esta festa fique
para história da cidade.
CENA 3
Desde
que Wagner viu Vanessa pela primeira vez ele não tira ela da cabeça.
Wagner (pensando) – Ela
é tão linda (risos), ficaria mais ainda se eu colocasse minhas mãos artísticas
nela. Matéria prima perfeita. Preciso dela logo.
O
seu celular toca, é Jessiane, seu novo afeto, sua nova vítima.
Jessiane – Oi professor lindinho, você sabe que
vai rolar a maior festa na casa daquele boiolinha do Matheus né?
Wagner – Claro, fui até convidado. Mas não sei
se vou, prefiro sair com você.
Jessiane – Mas será isso que faremos hoje, vamos
sair, vamos para está festinha. Sei que não ficaremos muito a vontade, mas já
fui a muitas festas na casa do Theus, sou coleguinha daquele viado, ele com
certeza me libera um quarto da sua casa para fazermos umas coisinhas a mais
(risos).
Wagner – Menina o Matheus é meu aluno, ele sabe
que sou casado se ele me vê lá com você não vai ser nada agradável.
Jessiane – Relaxa, pra ele somos amigos. Vou
fazer melhor, ligarei para ele agora e vou dizer para ele preparar um quarto
para mim, vou dormir lá.
Wagner – Pode fazer isso, mas saiba que esta
noite você não vai dormir (risos).
Jessiane – Assim espero.
Wagner – Pode esperar muito mais, tenho
surpresas para você.
Jessiane – Adoro surpresas.
Wagner
desliga, e logo Lorena aparece e pergunta.
Lorena – Marcou com ela?
Wagner – Tudo certo. Hoje à noite você
poderá liberar essa coisa muita sombria que está dentro deste corpinho de
sereia.
Lorena – Vamos ver se está nova rapariga que
você arrumou vale a pena.
Wagner – Vou fazer de tudo para te agradar.
CENA 4
Tarde
do dia 31 de outubro.
Vitor
se encontra com os seus colegas do grupo neonazista Pitt Bull.
Vitor – Vai ter uma festa de um gay que estuda
na turma lá. O cara é o bem rico e bem safado também. Dá para arrumar uma
emboscada fácil pra cima dele. Temos um prato cheio para hoje.
Gustavo (chefe do grupo)
– Mas é só para
convidados, coisa que não somos.
Vitor – Bom ele não sabe sobre mim. Nós quase
não conversamos, mas acho que se eu pedir pra ele liberar a entrada de vocês,
eu acho que ele aceita na boa. Do jeito que esta imundice é tão louca por
macho.
Gustavo (chefe do grupo)
– Faça isso, vamos
acabar com essa aberração na própria casa dele. Mas temos que fazer isso
durante a festa na bagunça, pois para ninguém ver. Rodrigo você será nossa
isca, você vai ter que soltar uma conversa no viadinho e quando ele morder a
isca. Acabamos com ele.
Rodrigo – Ta ok.
Vitor – Hoje o inferno vai receber mais uma
porqueira para fazer companhia ao Diabo.
Todos
riem muito.
Minutos
depois Vitor liga para Matheus e pede para que ele possa levar uns amigos dele.
Matheus de imediato permite que Vitor leve seus colegas. Vitor desliga o
celular e dá sinal de positivos para os seus irmãos de grupo.
Já
Matheus após desligar o celular dá um sorriso e diz para si mesmo.
Matheus – Perfeito senhor, está tudo correndo
como o senhor me disse. A ceia está garantida (risos).
CENA 5
Eduardo
olha para sua mãe. Ela está com uma aparência muito abatida, pois os anos de
doses e mais doses de álcool a fez envelhecer mais depressa.
Elisabete – Meu filho você não vai à festa,
daquele riquinho lá?
Eduardo – Não. Prefiro ficar aqui cuidando da
senhora. Eu não quero que a senhora saia para beber. Mas para isso preciso
ficar aqui em casa.
Elisabete – Não posso ser um peso para você. Pode
deixar não vou sair, prometo por você meu filho.
Eduardo – Não. Vou ficar aqui, eu sei muito bem
como à senhora é. Vou ficar aqui. E ainda mais não curto muito este tipo de
festa.
CENA 6
Já
é noite e a festa no salão de eventos na mansão do jovem Matheus só está
começando. Mas movimentações diferentes começam a acontecer.
Wagner
fantasiado de açougueiro e Jessiane de enfermeira já estão em um canto do
jardim da casa. Eles trocam carícias frenéticas e em movimento brusco Wagner
tenta tira a calcinha daquela sua amante e aluna, então ele percebe que ela não
está usando calcinha.
Wagner – Sem calcinha? (risos). Você é das
minhas.
Jessiane – Mas é claro meu amor, tudo para
agilizar as coisas. Não gosto de perder tempo.
Então
Wagner coloca o pênis para fora e começa a penetra-la. São movimentos rápidos e
bem sincronizados. Ela tenta gemer, mas ele a impede beijando-a. O prazer é tão
grande que em pouco tempo ele entra no clímax e acaba ejaculando.
Jessiane – Foi rápido meu querido. Espero que
quando formos fazer pra valer mesmo seja mais demorado.
Wagner – Tenha certeza disso. Mas vamos sair
daqui enquanto alguém nos pegue.
CENA 7
Vitor
e seus parceiros de grupo rondam pelo grande local de festas.
Rodrigo – Caramba! Essa bicha imunda é rica
mesmo hein.
Gustavo – Vai ser muito prazeroso fazer essa
merda sofrer até morrer. Quero ver se o dinheiro amaldiçoado dele vai salvá-lo.
O
tempo passa e a festa continua a todo vapor, o som faz o salão tremer, muitos
dançando outros beijando e alguns até transando no meio das pessoas. Matheus
olha orgulhoso para o grande evento.
CENA 8
Wagner
e Jessiane se afastam da multidão e vão para outro ponto do jardim.
Jessiane – E então vamos para um dos quartos?
Wagner – Tenho uma ideia melhor. Sabe aquela
surpresinha que te falei?
Jessiane – Sim.
Wagner – Hora de revelar. Vamos sair da festa e
vamos para um local especial que lhe preparei.
Jessiane – Nossa que lugar será esse?
Wagner – Quietinha logo você vai descobrir.
Agora feche os olhos, pois eu lhe vendarei. Você não vai ver nada até chegarmos
ao local da surpresa.
Wagner
venda Jessiane e a coloca dentro do carro, levando-a para o local da surpresa.
20
minutos depois.
Wagner
chega ao local. É uma casa bem próxima a casa dele, ali é o seu novo QG e mal sabia
a moça que ele estava levando ela para o que ele mesmo chama de Anatômico
particular.
Ele
entra com ela na casa e a encaminha de olhos vendados para a o Anatômico.
Wagner – Pronto chegamos.
Jessiane – Que lugar é este? Cheiro estranho de
formol.
Wagner
tira a venda dos olhos dela e responde.
Wagner – Aqui é o local aonde eu vou te usar
para fazer a minha arte.
Jessiane – Arte do sexo?
Wagner – Não querida, mais que isso. Arte do
corpo transformado em pedaços. Arte de explorar, abrir, cortar, desmembrar.
Jessiane – Wagner do que você está falando?
Wagner
só dá um leve sorriso, então Mario chega por trás e a golpeia com um pedaço de
madeira maciço. A jovem cai estática no chão.
40
minutos depois.
Jessiane
acorda com muita dor de cabeça e desespero. Ela se vê amarrada em uma maca,
totalmente imóvel. Ela grita, mas só as pessoas que estão dentro da casa podem
ouvir.
Wagner
e Mario aparecem.
Jessiane – Wagner me explica o que está
acontecendo aqui.
Então
Lorena aparece de repente e responde a pergunta no lugar de seu esposo.
Lorena – Você caiu na armadilha dele querida.
Você agora será utilizada para satisfazê-lo não somente sexualmente, mas também
será alimento para suas alucinações mais macabras que você possa imaginar.
Enquanto ele não te retalhar todinha ele não vai parar. (risos).
Wagner
e Mario se aproximam sem as roupas de baixo. Os dois estão excitados. Wagner
sobe em cima dela e começa a penetra violentamente a sua vagina. A maca
desenvolvida para ser o leito de práticas sexuais inusitadas é equipada de uma
segunda maca debaixo, onde a um furo na região das nádegas. O Mario então deita
nesse espaço e através desse orifício ele penetra com força no ânus da garota
que grita de dor. Lorena excitada com a cena começa a se masturbar.
Não
satisfeito, Wagner pega um ferro em formato cilíndrico de aproximadamente 50
centímetros e começa a enterrar com violência na vagina da Jessiane.
CENA 9
Sentado
em um local mais reservado Matheus observa a aproximação do Rodrigo. Um Homem
muito bonito apesar de ter a cabeça raspada. Os dois trocam olhares até que
Matheus o convida para sentar-se à mesa onde ele está.
Matheus – Olá Rodrigo, como você vai.
Rodrigo – Tudo bem, mas como você sabe o meu
nome?
Matheus – Eu sei de tudo. Todos que estão aqui
eu sei no mínimo o nome deles. Mas eu quero ir direto ao assunto. O que você
quer comigo?
Rodrigo
se mostra interessado.
Rodrigo – Quero tudo que você quiser.
Matheus – Eu quero apagar este meu fogo que
tenho aqui atrás.
Rodrigo – Pode me chamar de bombeiro então, sou
especialista nisso.
Matheus – Vamos a um dos quartos então.
Rodrigo – Gosto de aventura, vamos para o
jardim, ele é muito grande e acharemos um local bem maneiro e discreto para que
eu possa apagar seu fogo.
Matheus – Sexo a céu aberto é ótimo.
Os dois saem
e vão para um local afastado no jardim da casa de Matheus. Os outros
integrantes do grupo neonazista incluindo o Vitor seguem os dois a uma
distância segura.
CONTINUA
