DÉCIMO SEXTO CAPÍTULO DE O ANATÔMICO
No capítulo anterior...
Lorena
solta uma risada muito alta.
Margarida – Do que ri minha filha.
Lorena – Eu não sou sua filha só para começar.
E depois estou rindo porque você é uma velha iludida que acha que eu vou
retomar vínculo com você. Estou aqui para testemunhar a sua morte. Você vai
morrer sua velha, uma morte dolorosa para aprender que uma criança não se
abandona.
Margarida – Menina não seja rude, eu sou a sua avó.
Lorena – Vá para o inferno, maldita do caralho.
No momento atual...
CENA 1
A
senhora fica tão apavorada com a fala de Lorena que começa passar mal. Sua
pressão aumentou consideravelmente. A senhora não tinha mais idade para tanta
angústia.
Margarida – É verdade que o que eu e minha filha
fizemos não está certo. Mas pensei que você fosse compreensiva. Pensei que como
uma cristã você iria me perdoar. Então você me vem com palavras tão absurdas.
Lorena – Nada se compara ao que você e aquela
imunda que se dizia ser gente fizeram comigo. Mas você vai pagar sabe por quê?
O inferno está louco por uma alma perversa, os demônios viram de buscar
rapidinho.
Lorena
começa a ri. De repente ela para e começa a sussurrar palavras incompreensíveis.
Margarida – O que está fazendo? Saiba que mesmo
não querendo eu faço parte da sua vida. Já interferir nela, não somente quando
te deixei na porta da minha finada patroa.
Lorena
para de sussurrar as palavras. Intrigada ela pergunta.
Lorena –
Do que está falando?
Margarida – Menina, já tive contato com o seu
filho, meu bisneto. Ele é lindo.
Lorena – Como? Como você teve um contato com
ele?
Margarida – Acredito eu que você não sabe. Claro
você tem tanta raiva quando maltrata uma criança.
Lorena – Fale logo sua vaga reumática.
Margarida – Seu filho veio até mim com sua
namorada. Sabe, há um tempo eu trabalhei na ilegalidade. Eu fazia abortos.
Lorena – Aborto? Oh meu Deus. Não pode ser.
Carolina ia ter um Bebê de Alessandro. Eu ia ser avó. Mas ele está morto, meu
neto está morto.
Lorena
olha com mais raiva para a velha.
Lorena – Desgraçada, você é mais desgraçada do
que eu imaginei. Você além de me abandonar você mata crianças. As lindas
crianças que são tão inocentes, puras. Agora que vou te mandar para o inferno
mesmo.
Lorena
volta a sussurrar as palavras estranhas. Margarida passa a se sentir ainda
pior. Um grande mal está tomou conta da mulher de idade. Ela soa, pois o local
parece está muito quente.
Lorena – Está queimando aqui né? (risos)
Margarida – O que você está fazendo? Pondo fogo na
minha casa? O que é isso?
Lorena – É o mal que está chegando para buscar
a sua alma pecadora. (risos). Sabe ele me ensinou a pouco tempo a fazer isso.
Parece ser muito divertido.
De
repente o chão do barraco aparenta ceder. Ele se abre e labaredas enormes
emergem com grande fervor. A Margarida se assusta, mas não consegue levantar
para correr. O seu coração contraí de forma abrupta e ela começa a agonizar. Um
infarto fulminante leva a vida da senhora. Logo depois seres estranhos saem das
fendas flamejantes. Eles ardem em brasas. São demônios e eles estão prontos
para levar a alma tão penada da senhora que acabou de morrer. Após tomar posse
da alma os demônios se jogam no abismo de fogo e desaparecem, enfim o abismo se
fecha e o que resta é a Lorena com um leve sorriso. Ela está contente, pois
realizou sua vingança. Uma enorme explosão de tesão toma conta da mulher que
não perde tempo e se masturba ali mesmo.
CENA 2
Vitor
está em um porão, está muito frio lá, quase sem forças ele começa a gritar sem
parar.
Vitor – SOCORRO, SOCORRO, ALGUÉM PARA ME
AJUDAR.
Matheus – Grite, grite mais, mostra pra mim como
você é fraco. Mas saiba que ninguém vai te ouvir, pois você está sozinho.
Ninguém vai poder te ajudar.
Matheus
está sentado em uma espécie de trono, tal acento está a direita de um trono
mais alto e mais distante do dele.
Vitor – Você é um covarde sua bixa desgraçada.
Não tem coragem de me enfrentar na mão, claro você é uma bixa.
Matheus – Verdade que sou covarde. Será que fui
eu que combinei com um bando para me matar? Bom na verdade eu fiz uma contra
armadilha, mas não interessa isso no contexto. Os skinhead’s são muito covardes.
Atacam em grupo uma vítima só, eles atacam munidos de diversas armas brancas.
Vocês não são leais então não venha me falar de covardia. Mas se é isso que
você quer uma luta de mano a mano, você terá queridinho.
Matheus
se vira para o trono está muito escuro envolto do lindo e ao mesmo tempo
aterrorizante trono. Não dá para ver quem está sentado ali. Mas parece que o
Matheus vê.
O
Vitor fica intrigado e assustado.
Matheus – Irmão o que você acha, quer se
divertir?
Vitor – Você deve ser louco, com quem você
está falando? Quem é esse irmão? Mostre-o.
Matheus – Verdade, nem te apresentei o meu irmão
que tanto falo. Se mostre para o boy lindo meu irmãozinho.
A
criatura se revela para Vitor que começa a gritar de espanto. O ser maligno é
horrível, um corpo meio humano e meio animal. Na verdade era uma junção
estranha de vários animais. Pernas e patas de cavalo, cabeça de bode, e 2 pares
de asas, um de asas de abutres e outro par de asas de corvo.
Matheus – Eis aqui o meu irmão. Lúcifer o rei
dos infernos. Lindo ele não?
Vitor – É o capeta!
Matheus – Não acho esse nome muito elegante. Bom
agora que meu irmão foi apresentado a você, vamos para a parte interessante.
Sabe meu irmão quer se divertir, logo mais ele vai desfrutar de uma alma que
acabou de ser apanhada, mas enquanto isso vamos dar cultura para ele. Vamos
lutar, será uma luta até a morte. Ganha que ficar vivo.
Os
guardas de Matheus soltam o jovem sequestrado, sem pensar Vitor vai à cima de
Matheus. Ele tenta golpeá-lo, mas Matheus é mais rápido e se esquiva de todos
os golpe aplicados por ele.
Matheus – Muito lento você, assim você não vai
conseguir nunca me vencer.
Matheus
então parte para o ataque, ele golpeia várias vezes Vitor. O jovem másculo não
suporta os fortes golpes do menino e cai no chão. Ele não se levanta, só fica
observando o menino e pensando.
Vitor (pensando) – Como?
Como um viado pode ser mais forte que eu? Como um viado pode me bater com tanta
facilidade?
Matheus
então começa a chutar o abdome do rapaz que passa a cuspir sangue. Mesmo o
Vitor estando debilitado, Matheus não para e agora passa a pisar na cabeça
dele. A força utilizada é muito grande.
Do
trono Lúcifer olha com alegria e admiração os feitos de seu irmão mais novo.
Lúcifer – Pare! Já chega.
Matheus – Mas mano, eu prometi que seria até a
morte.
Lúcifer – Ele está quase morto. A alma dele
valerá mais se ele sofrer muito. Mande pendurá-lo na parede para que eu possa
olhar, ver sua vida sair pelos diversos buracos do seu corpo.
Matheus – Entendi. Bom seguranças ouviram o que
ele disse, façam isso agora.
Os
seguranças obedecem a ordem.
CENA 3
Lorena
achega furiosa em casa. Ela grita por Wagner e Alessandro, os dois saem dos seu
quartos e encontram com ela.
Wagner – Que bagunça é essa Lorena?
Lorena – Tenho um assunto sério para falar com
vocês dois. Sei muito bem o que fizeram e estou decepcionada.
Alessandro – Do que você está falando mãe?
Wagner – Também desconheço suas alegações.
Lorena – Sabiam que eu ficaria muito feliz de
ser avó. Mesmo que seja cedo para isso, mas me sentiria honrada. Por que
fizeram isso comigo? Por que tiraram essa oportunidade de mim?
Wagner
e Alessandro se olham congelados um para o outro.
CONTINUA
DE SEGUNDA A SEXTA 18H

