As Filhas do Coveiro - 03



[Casa do Coveiro]


Na casinha do Coveiro: Blood está dormindo em sua cama e tendo uma sequência de sonhos com o novo padre da cidade, Thomas.

No sonho Blood está na Igreja, entra no confessionário e se dirige a Thomas.

Blood - Padre eu pequei... (fala ela preocupada)

Thomas - Você já sabe a sua penitência... Tome... (ele fica em pé, levanta sua batina e movimenta a cabeça da moça em direção a suas partes íntimas, ela começa uma atividade de sugá-lo intensamente).

Ao mesmo tempo em que sonhava Blood se acariciava com os dedos, no auge do prazer ela acorda assustada, já estava sangrando, não era mais virgem.

Na casa paroquial onde Thomas mora, ele também se levanta assustado depois de ter o mesmo sonho com Blood. Ele estava totalmente excitado e se encontrava em crise na frente do espelho

Thomas - Meu Deus, o que é isso? (chorava) – Livre-me de todos os males, de todas as tentações (começa a rezar o terço de maneira incontável, porém vozes bem dóceis de Blood que surgiam dentro de sua cabeça tentavam atrapalhá-lo).

Quando as vozes finalmente somem da cabeça dele, ele olha para a escrivaninha, misteriosamente as flores que Blood havia deixado no altar da Igreja no dia anterior haviam aparecido ali.


Cena II
[Pensão de Montemor]


No quarto da Pensão, Deprê e Oliver estavam mais uma vez se vendo às escondidas:

Deprê - A gente não vai poder mais ficar se vendo com tanta frequência mon amour. Meu único objetivo agora é conseguir me casar com o tonto do Thiago! Você acredita que ele decidiu me trocar por aquelazinha filha do coveiro? (esbraveja)

Oliver - Qual delas? Se bem que nenhuma das duas é de se jogar fora... Tudo bem que a mais velha é bem machona, mas a mais nova, meu Deeeeuuuuuuss, a mais nova causa aquilo lá é uma formosura, se tivesse lá no Cabaret causaria um estrago danado... (Deprê interrompe)

Deprê - Nojoooo! Seu verme... Falou bem, só em um puteiro mesmo para uma filha de um coveiro desclassificada estar rodeada de urubus, porque aqui na cidade eu sou a rainha absoluta e não tem pra ninguém! Realmente não entendo o que esse projeto de rameira tem que deixa os homens assim todos atiçados, aquela pistoleira vagabundaaaa... (histérica começa a arremessar todos os móveis pela parede)

Oliver - Calma bebê, calma (ele tenta conte-la de seu ataque de fúria) Eu tive uma ideia aqui, você precisa se casar com o Thiago por causa da grana, mas tem essa moça no seu caminho, acho que eu sei como nos livraremos dela e quem pode nos ajudar.

Depre - Quem? (pensativa)

Oliver - Madame Sabina, a dona do Cabaret!

Deprê - E como seria? (fica curiosa sobre o plano)

Oliver - Eu vou te explicar detalhe por detalhe, mas agora fica de quatro que eu vou te comer, sua piranha!


Os dois começam a transar loucamente...

Cena III
[Praça de Montemor]


Marina vendia suas flores em um ponto do vilarejo, eis que Thiago surge as suas costas a surpreendendo.

Thiago - Advinha quem é? (tira as mãos dos olhos dela)

Marina - Thiagooo...

Os dois riem apaixonadamente, ele tenta roubar um beijo dela.

Marina - Aqui? Melhor não, essa gente fala demais, é melhor termos cuidado, e claro se você quer ter algo sério comigo, vai ter que falar com o meu pai.

Thiago| - Pode ficar despreocupada meu amor, já está tudo certo, hoje à noite vou te apresentar para toda sociedade como a minha prometida na minha festa. Depois falaremos com seu pai que vamos nos casar, certo?

Marina - Ai não sei essa festa... Pensei que você estava brincando, eu nem sei me comportar na frente dessa gente toda... Ai, eu fico nervosa só de pensar! Eu nem tenho um vestido novo, fora o que eu uso na missa e nos velórios...

Thiago - Não seja boba, olha o que tenho em minhas mãos (retira um vestido da sacola) – é um presente para a flor mais linda do universo!

Marina - É lindo Thiago, tão lindo como você, eu te amo tanto...

Thiago - E eu te amo ainda mais, hoje à noite será nossa apenas!

Os dois vãos para trás das árvores da praça e começam a se pegar intensamente, Madame Sabina outra vez observa o casal às escondidas, desta vez tinha uma câmera em mãos, na qual tirava fotos do casal nos momentos íntimos.

Madame Sabina - Mortaaaaaaa, essa moça não cansa de ser promíscua em plena luz do dia, e nada boba, vai atrás do cara mais ryco da cidade, piranhaaaa. Eu tenho que arrumar uma forma de ganhar com isso e vai ser hoje mesmo! (Olhar maligno)

Cena IV
[Na Igreja]



Padre Thomas acabara de rezar uma missa, O prefeito Gabriel, sua filha Demi e a governanta Ladra acompanhavam na primeira fila, eles avistam o casal Gaby e Slim juntamente do filho Vini do outro lado.

Gaby - Prefeito Bombom, quanto tempo já estava com saudades (o cumprimenta descaradamente com vários beijos no rosto, em seguida sussura no ouvido dele: “estou com saudades de sentir o seu doce gosto de cereja”.

Gabriel fica desconcertado e tímido.

Gabriel - Eh eh eh eh... Cara amiga Gaby, é um prazer rever a senhora novamente, é tão bom quando podemos rever os velhos amigos que não víamos há bastante tempo e que temos grande empatia por eles.

Demi - Tá bom, já pode largar o meu pai né Gaby querida! Tá apertando demais parece até que nem tem homem em casa para poder te dar uns pegas! (responde a jovem furiosa com a cena que presencia)

Ladra - Com o Sr. Slim como marido deve ser quase isso mesmo (sugere e provoca Gaby se intrometendo também enciumada com a cena)

Gaby o solta o prefeito constrangida, rindo, coloca um bilhetinho no bolso do paletó de Gabriel, Ladra observa tudo com olhar de reprovação. Slim nem percebe nada. Vini desconversa...

Vini - Nossa Ladra, que boca grande a sua, perdeu a mão no botox foi?

Gaby - Ai , por favor, você só nos envergonha...

Demi - Vou pegar a pipoca, aff esqueci tô na igreja.

Vini - Isso que dá não terem me dado passagem que me prometeram pro Méxicão.

Ladra - Moleque insolente! Você já se olhou no espelho por acaso para estar falando da minha boca? Ah claro que não, deve que estar ocupado enfiando outras coisas nessa sua boca arrombada... E México, por favor, né? O cúmulo da breguice, não me diga que você finalmente vai para lá para fazer uma operação para ver se troca de sexo e vira uma diva de algumas daquelas novelas flopadas?

Vini - Ui, falou a profeta Ladra, mais ácida que limão!

Ladra tira o tamanco do pé

Gabriel - Ladra, por favor, não perca tempo discutindo com uma criança, os jovens são assim mesmo nessa idade, estamos na casa de Deus não se esqueça, aqui temos que nos amar e nos respeitar... (Gaby pisca para Gabriel, o seduzindo, que desconversa) – nos amar e respeitar como... Irmãos.

Gaby - Concordo plenamente (ameniza ela) Ai que vergonha, ai que vergonha, esse seu filho tapete Slim sempre causando danos ao meu bem estar!

Sempre passivo, Slim revira os olhos e desconversa

Slim - Nem nos cumprimentamos, meu caro amigo prefeito, nós temos tantas coisas para colocar em dia, hoje você vai à festa que estamos dando devido o regresso de meu sobrinho Thiago?

Gabriel está prestes a responder, Demi interrompe...

Demi - Claro que vamos, não perderemos por nada esse grande evento! Não é papai?

Cena V
[Na Casa Paroquial]

Após a missa Thomas se despia das vestimentas que havia usado na cerimônia, pelo reflexo do espelho surge Blood, já nu, ele se incomoda, assustado ficando constrangido. Ela o venera o vendo como veio ao mundo, mas imediatamente pega um pano e o cobre.

Blood - Perdão Padre, eu não esperava encontrar o senhor assim (ajoelha-se e beija as mãos dele).

Thomas - O que você faz aqui?

Blood - Eu estava acompanhando a missa que o senhor celebrou lá no fundo da igreja, tava tão linda, meu coração ficou todo disparado e me dizia que eu tinha que vir aqui falar com cê padre!

Thomas - As flores que você tem trazido diariamente tem deixado o altar uma formosura, mudou até o aroma do ambiente!

Blood - Eu tô a disposição Padre, sempre que dá eu trago minhas flores pra nossa senhora, é algo simples, mas que eu dou com todo meu coração e com toda minha fé que eu tenho.

Thomas - Você é uma jovem forte e encantadora Blood, há de encontrar alguém te ame e te mereça (coloca a mão no ombro dela, tímida, ela curva a cabeça).
Ladra entra no quarto do sobrinho

Ladra - Thomaszinho sobrinho querido, a missa de hoje estava linda, não esqueça que mais tarde você tem que celebrar a volta do jovem Thiago! Ué, o que essa essa... (ela engasga quando vê Blood no lugar) – essa moça faz aqui? (fala seco)

Blood - Eu já estou de saída, licença senhora.

Ladra - Espera filha do coveiro. Blood seu nome né? Seu nome é esse?

Blood - Isso senhora. (responde cabisbaixa).

Ladra - Responda olhando para mim e para meu sobrinho, por favor... Qual o seu interesse no meu sobrinho?

Blood - Não entendi senhora

Thomas - Já basta, tia!

Ladra - Por favor, não se acanhe, não se faça de besta, fale menina o que você quer com o Thomas, o meu sobrinho?

Blood - Nada senhora.

Ladra levanta a voz. 

Ladra - Você tem consciência de que ele é um padre? Isso faz de você uma pecadora, uma promíscua, que está cometendo o maior pecado de todos, um pecado mortal! O Senhor não irá te livrar das chamas mesmo que esteja mentindo e escondendo o que sente na sua mente (Ela começa a pressionar Blood que está prestes a chorar)

Blood - Eu... Eu... (fala com medo) amo o senhor padre!

Thomas fica comovido, sem saber o que fazer.

Ladra: Viu só! Era o que eu precisava saber. O demônio está dentro de você e te faz uma pecadora!

Blood - Minha mãe me ensinou que o maior pecado é não amar senhora, com licença (ela sai correndo, chorando).



Não percam amanhã o 4 capítulo ás 23h.

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