As Filhas do Coveiro - 04

Autoria: Vander Dias
Co - autoria: Guilherme Santos


Cena VI
[Salão de eventos de Montemor]


Todos os convidados, pessoas da alta classe da sociedade de Montemor chegavam à festa que comemoraria o retorno de Thiago na cidade.

Thiago estava a receber todos na porta de recepção, mas quem ele aguardava mesmo era Marina. A prima com segundas intenções, tenta distraí-lo.

Deprê| - Thi mi amor, você vai ficar aí a noite toda? Não vai ficar lá dentro, tem muita gente que veio aqui só para trocar uma palavrinha com você, o herdeiro, o homem mais rico desta região, o milionário irresistível!

Thiago| - Falou bem Deprê, eles querem falar com o herdeiro, o Thiago, o milionário irresistível, não passam de um bando de gente interesseira, só querem saber de status! Eu tô mais preocupado com quem gosta de mim de verdade e nem se importa com essas coisas.

Deprê| - Já entendi você está esperando ela... A Filha do Coveiro!

Thiago| - Ela tem nome Deprê e o nome dela é Marina.

Deprê| - Isso, Marina (faz cara de nojo e logo já tem algo em mente) – Ai Thiago, eu tô passando mal, (coloca a mão na cabeça e simula que vai desabar no chão) – Acho que vou desmaiar tá tudo girando...

Thiago| - O que houve? Venha comigo vou te levar para tomar um ar fresco...
Ele segura Deprê e saem juntos rumo ao quintal, ela cínica dá uma piscadela para a mãe

  Gaby que observa tudo sorridente.

--- Como um peixe fora d’água Marina, perdida, chega à festa no vestido que ganhou de presente de Thiago, todos param para observar a filha do coveiro.

Gaby| - Essa com certeza deve ser a filha do coveiro!

Demi| - O título faz jus, ela tá parecendo um defunto, tadinha não sabe nem se arrumar... 

Vini| - Mas convenhamos falta pouco para ela ser uma diva, ela é linda, só precisa de um banho de loja e umas consultorias de moda.

Ladra| - Essas filhas do Coveiro são um risco para a paz dessa cidade, o meu sobrinho Thomas talvez nunca me perdoe, mas Deus irá me agradecer, precisamos exterminá-las!

Gaby| - Exato e ele não vem?

Ladra - Não, teve uma dorzinha de cabeça.

Gaby| - Hum que pena... Vou lá trocar umas palavrinhas com essa moça!

Cena VII
Casa paroquial

Nu, Thomas não conseguia controlar seus impulsos e começa a se masturbar pensando incisivamente em Blood, agora que sabe que a moça nutria um sentimento por ele.

Thomas| - ah ah ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh (cai no chão após liberar todo o prazer)

Em seguida, passa a chorar olhando para a imagem sagrada na parede.

Thomas| - Que força essa senhor, que me corrompe e toma o controle do meu corpo? Preciso me livrar disso agora. (Ele se veste e sai à procura de Blood).

Na estrada de terra

Após mais um dia de trabalho, Blood seguia a pé para sua casa, no seu carro Thomas para a moça, que fica surpresa e feliz com a procura do padre.

Thomas| - Entra Blood. (abre a porta para ela, que entra).

Blood| - Padre, eu sinto...

Ele a interrompe

Thomas| - Não precisa falar nada, eu fiquei pensando em você o tempo todo, e depois do que disse, não tem outra coisa que eu não possa fazer.

Os dois se beijam com muito amor, ele passa as mãos nas pernas dela, levantando um pouco seu vestido, ela acena com um sim, para que ele continue e pulam para o banco de trás. Lá, tem uma linda transa regada de muitos beijos e carinhos.

Cena VIII

Sombria, Madame Sabina visitava o cemitério de Montemor, quando é surpreendida por Leonardo, o Coveiro.

Leonardo| - Ora, ora o que você faz aqui? A última pessoa que os mortos podiam esperar uma visita seria vinda de você.

Madame Sabina| - Leonardo divoooo, você ainda é o mesmo de sempre, por fora essa casca grossa, mas por dentro um coração derretido (pega no rosto dele, que retira empurrando a mão dela) – Uma pena você ter preferido ficar com a fraca da minha irmã (cospe e pisa no túmulo da falecida) nós poderíamos ter sido muito felizes, ter cometido muitas loucuraaaaaas! Eu sei que você gostaaaaaaaa (ela provocante se deita em cima de um túmulo e arreganha as pernas para Leonardo que é extremamente resistente)

Leonardo| - Sua irmã me deu tudo o que podia me dar, ela jogou limpo comigo o tempo ao contrário de você!

Madame Sabina| - Estou vendo, vocês juntos deixaram uma preciosa herança no mundo, duas filhas, que assim como a mãe escorre no sangue a verdadeira essência... da luxúria, do pecadoooooo... Não adianta esconder meu queridoooo, o destino fará questão de mostrar a verdadeira face desse bem mais precioso que são suas filhas! (fala ela com muito rancor)

Leonardo| - Eu não sei do que você está falando.

Madame Sabina| - Ah não? Você não tem reparado nada de diferente no comportamento de suas filhas? Olha a Marina, tem estado mais sorridente, com olhar de mulheeeeer, ela não é mais uma menina e sabe o que queeeerrrr... Ela quer arrancar dinheiro de homem, assim como minha irmã fazia até conhecer você.

Leonardo se zanga e avança para cima de Sabina, a sufocando, torcendo seu pescoço, deixando sem respiração.

Leonardo| - Você não é ninguém para falar das minhas filhas, fique longe delas, sua puta infeliz! Elas não merecem saber da sua existência.

Tossindo, tentando se recompor Madame passa a soltar gargalhadas 

Madame Sabina| - Acho que já é tarde e eu nem precisei fazer nada, essas imagens dizem tudo (jogo as fotos pelo ar que caem espalhadas na terra do cemitério, Leonardo se curva para pegá-las e vê diversas fotos de Marina com Thiago em momentos íntimos, ele fica incrédulo com o que vê.)

Madame se retira, mas logo dá um passo para trás.

Madame Sabina| - Ah! Já ia me esquecendo essa calcinha é da Marina, ela esqueceu na cachoeira, enquanto banhava-se com um macho bem gostosooooooo, passar bem queridooooooo! (se retira rindo, Leonardo fica chorando com um forte dor no peito)


Cena IX
De volta à festa de boas-vindas a Thiago.


Gaby vai falar com Marina:

Gaby| - Ei, você deve ser a Marina, certo?

Marina| - Isso senhora, eu tô procurando o Thiago...

Gaby interrompe

Gaby| - Pois fique sabendo que todos aqui estão pelo Thiago, não seria você o centro das atenções...

Marina| - É que... (Gaby interrompe)

Gaby| - Por que você não volta pro seu barraco? Pro lugar de onde você veio, o Thiago não tá com tempo para te receber ainda mais aqui que só tem gente de alto nível, coisa que você está longe de ser suburbana!

Marina| - Eu não sei o que a senhora está falando (levanta a voz) mas não vou permitir que me ofenda assim de graça, me diga por favor, onde o Thiago está e eu não vou mais te incomodar, senhora.

Gaby| - Mas como é petulante e insistente, já entendi qual é o seu tipinho... Fique você sabendo que eu sou a sogra do Thiago e nesse momento, ele está com a sua noiva em um espaço reservado lá fora no terraço.

Marina| - Sogra? Noiva? Eu sou a noiva do Thiago, você está querendo me enganar só porque eu sou pobre.

Gaby| - Venha comigo, eu vou provar para você que a única que está enganada aqui é você!

Gaby leva Marina até o terraço, um pouco distantes lá estavam Gaby nos braços de Thiago ainda fingindo estar passando mal.

Thiago| - Deprê, você já está melhor? Já estamos aqui há muito tempo...

Deprê| - Sabe Thiago, você sempre foi o meu remédio para todas as horas e sinto que agora só você pode me curar (ela começa o beijar a força, o envolve de uma forma que é difícil desgrudar dela, em seguida se abaixa e se curva em direção a calça do rapaz, onde abre o zíper e imediatamente inicia um boquete). 

Marina presencia tudo e fica desolada

Gaby| - Viu como eu não estava mentindo? Melhor sairmos daqui podemos incomodá-los.

Marina| - Ele disse que me amava! Iríamos nos casar... (chorava)

Gaby| - E você acreditou? Como você pode ser tão ingênua? Os homens são todos iguais, nenhum presta todos eles procuram alguém inocente e pura como você apenas por divertimento. Primeiro eles te envolvem, depois te usam, e logo em seguida, te jogam fora, e o Thiago é claro, não foge a essa regra.

Em prantos Marina sai correndo, Gaby cruza os braços e fica a rir.

Cena X
[Casa do Coveiro]


Tentando conter as lágrimas e a dor que sentia Marina chega em casa, seu pai estava sério sentando a mesa

Leonardo| - Trabalhou muito hoje?

Marina| - Um pouco, todos os dias é a mesma coisa pai... (tenta disfarçar)

Leonardo| - suponho que não tenha saído desse jeito toda emperiquitada, parecendo uma moça promíscua.

Marina| - Eu, eu, eu... (ela estava nervosa sem ter o que falar)

Leonardo| CHEGA! (Esbraveja o coveiro se levantando e derrubando tudo) Eu já sei de tudo! E já vou avisando que eu não criei filha minha para ser moça da vida.

Marina| - Pai, por favor, eu posso explic...

Leonardo| - Eu não te reconheço mais, você tá mudada, se transformou, numa, numa...

Marina| - Numa o quê? Fala se é homem e tem coragem... Numa qualquer? É isso que o senhor ia dizer? Sim, pai eu me tornei uma qualquer e adorei ter passado pelos braços de um homem!

Leonardo lhe dá uma bofetada com uma mão bem pesada, que a moça cai diretamente no chão.

Leonardo| - Eu não criei filha minha para ser vagabunda! (arranca o cinco e passa a agredi-la ferozmente)

Marina chorava e gritava de forma incessante.

Leonardo a puxa pelos braços e a joga para fora de casa.

Leonardo| - Eu tenho vergonha de você, tenho vergonha... A partir desse momento eu não tenho mais filha, você morreu pra mim, morreu, some daqui, some daqui! Someeeeeeeeeeee!

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