Cena II
Casa de Madame Sabina:
Noite: o salão estava lotado de clientes, Marina estava sentada distraída, Oliver se aproxima dela.
Oliver| - Será que rola replay hoje?
Marina| - Que?
Oliver| - Entendo você é tímida, não gosta de falar dessas coisas, mas no quarto se mostra uma leoa, só grita e geme, entendi o seu apelido dado pela Madame... Marina treme treme, foi sugestão minha sabia? rs
Marina| - Adorei querido rs (mente, revirando os olhos) – Meu cliente chegou, com licença rs.
Gabriel se aproxima, Marina o leva para um dos quartos, Oliver fica olhando enciumado.
Já no quarto, Marina tranca a porta, os dois se sentam na cama.
Marina| - Já estava com saudades de falar com você amigo.
Gabriel| - Tive alguns problemas essa semana, só pude vir agora. Eu vou fazer uma viagem, provavelmente não voltarei mais neste lugar...
Marina fica cabisbaixa.
Marina| - Uma pena perder um amigo assim...
Gabriel| - Marina, depois de ouvir toda sua história, queria te propor algo, casa comigo? Venha comigo, eu vou te ajudar a escapar deste lugar...
Rosa| - Não sei, eu quero sair daqui, mas não posso te usar Gabriel.
Gabriel| - Você tem me escutado esse tempo todo, se mostrou amiga, quero te recompensar, te ajudar, venha comigo, por favor.
Marina| - Quando?
Gabriel - Agora!
Marina| - Só um momento...
Marina vai até o salão, chama Cristal para um canto reservado e conta tudo para a amiga que aceita ajudá-la. Oliver e Madame Sabina observam e as seguem.
Madame Sabina e Oliver invadem o quarto que estava Gabriel e encontram um outro homem transando com uma mulher, nervoso, Oliver atrapalha e retira o cobertor da cama e vê que não era Marina e sim Cristal. Ele agride o homem e começa a gritar.
Oliver| - Maldita, nos enganou! Cadê aquela vaca? Se eu pegar vou mataarrrr...
Enquanto isso, Gabriel e Rosa haviam fugido pela passagem secreta no armário, os dois corriam contra o tempo para não serem pegos. Oliver e Madame seguiam correndo a procura deles por todo o bordel.
Madame Sabina| - Mortaaaa, ali estão eles no fim do corredor tentando escapar.
Oliver| - Quando eu por as mãos em você, eu vou torcer o seu pescoço, sua galinha!
Marina e Gabriel observam a janela, prestes a serem pegos, os dois pulam a janela.
Gabriel| - Marina, você está bem? (Pergunta a ela, os dois haviam pulando do segundo andar).
Marina| - Acho que torci meu pé.
Gabriel| - Venha (pegou ela no colo e a colocou no carro) – Acabou você está livre agora.
Oliver surge do lado de fora com Madame Sabina. Gabriel acelera o carro e foge com Marina. Oliver fica comendo poeira jogado no chão.
Oliver| - Desgraçadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa (grita e chora).
Cena III
Mansão aristocrata: Toda a família tomava café da manhã. Deprê surge com um barrigão estava grávida de sete meses.
Deprê| - Bom dia papai, mamãe, Vini e meu maridinho fofo Thiago. (ela beija Thiago que já estava sentado à mesa) – Thiago, você andou bebendo de novo? Você tá um trapo.
Thiago| - Mulherzinha querida, você estava ciente que se casaria com todos os meus defeitos e qualidades, docinho.
Gaby| - Querido, a Deprê tem razão, logo seu filho irá nascer, que exemplo você pretender dar para esse menino?
Thiago| - Me poupe de sermões tia, me passe o jornal.
Slim| - Deixa que eu pego, você não tá se aguentando em pé, fique sentado (Slim pega o jornal, derruba a xícara que carregava na outra mão, ao ver a manchete, ele fica incrivelmente abalado).
Todos olham assustados.
Gaby| - O que houve?
Slim| - Ele morreu... (chorava)
Gaby| - Quem? (Ela toma o jornal e também fica chocada).
Na casa do prefeito:
Ladra abre a porta e recebe o advogado João Paulo, Demi estava sentada fazendo as unhas.
Joao Paulo| - Com licença, o que eu tenho para falar é algo bem delicado, precisarei da compreensão da senhorita (diz para Demi).
Demi| - Me poupe, sem rodeios, o que aconteceu?
João Paulo| - É sobre o seu pai.
Demi| - O que aconteceu? Ele está em viagem, aliás, ele tem viajado muito para fora nesse último ano.
João Paulo| - Infelizmente ele veio a falecer, o avião em que ele estava com destino à França explodiu no ar, os destroços caíram no mar, não há sobreviventes.
Demi| - Isso é mentiraaaaaaaaaaaaaaaaaa! É mentira (chorava, gritava desesperada) – Meu pai não, meu pai não, eu agora estou sozinha no mundo, sem pai, sem pai.
Ladra| - Você tem a mim querida, sua babá (tenta a abraçar, também chorando).
Demi| - O quê?
Ladra| - O quê?
João Paulo| - O prefeito Gabriel, deixou um testamento previamente registrado em cartório, nele ele cede boa parte de seu patrimônio para sua esposa, e claro o restante para sua única filha, no caso você Demi, mas como faltam alguns meses para você se tornar maior de idade, você ficará sob os cuidados de uma tutora. (Demi observa tudo em prantos, abalada).
Ladra| - Certamente a tutora sou eu, a babá dela.
João Paulo| - Não, Demi a partir de agora na ausência do pai fica sob os cuidados de sua madrasta.
Ladra| - Que absurdo, eu vi essa menina crescer, eu prestei serviços a essa família toda minha vida.
João Paulo| - Fique tranquila, a nova senhora dona da casa terá que respeitar a decisão do senhor bombom de mantê-la no quadro de funcionárias.
Demi| - E cadê essa mulher? Quem é essa?
Marina abre a porta da casa, transformada, em nada se lembrava a filha do coveiro ou a ex-prostituta, era agora uma mulher elegante, requintada, cheia de joias, carregada na maquiagem e frieza.
Ladra| - Mas espera aí, eu conheço essa mulher.
Marina| - Bom dia Demi, Ladra.
Demi| - A filha do coveiro (ela reage e parte para cima da moça) – Assassinaaaaaaaaaaaa, golpista, você matou o meu pai, sua bruxa maldita, armou tudo isso para aplicar o golpe!
Marina| - Cale-se, eu não aceito que me desrespeite, a partir de agora você é minha filha e eu sou sua mãe.
Demi| - Nuncaaaaaa (grita) – Antes morta que ter uma mãe rapariga! (Marina a esbofeteia)
Marina| - Você me respeita, eu não vou permitir desaforo dentro casa.
Ladra| - Isso mesmo vai mostrando as suas garras, sua golpista!
Marina| - Você não é ninguém aqui Ladra, se está incomodada, pode se retirar, se optar ficar, não será mais como governanta, vai ter que fazer faxina, limpar o chão que eu piso.
Furiosa Demi sai berrando quebrando tudo e se tranca em seu quarto.
Cena I
No escritório da casa do prefeito:
O advogado João Paulo apresentava a Marina toda a situação deixada por Gabriel.
João Paulo| - Acho que o clima já está um pouco mais calmo e agora posso te explicar melhor a situação.
Marina| - Isso aqui calmo, impossível, mas não me importo mais, já passei coisas piores e dei minha palavra ao Gabriel que iria cuidar da filha dele.
João Paulo| - Bom, não se trata só das responsabilidades da casa, Dona Marina, mas da cidade também. Nessa cidade nunca existiu um vice-prefeito, não temos um líder na câmara de vereadores e tampouco estamos perto das eleições e isso demandaria um longo processo burocrático, a senhora na função de primeira-dama deverá assumir a função de seu marido, de prefeita da cidade.
Marina| - Meu Deus, eu prefeita?
João Paulo| - Sim, e aconselharia a senhora a fazer o melhor por essa cidade, a começar sanar a questão do número de devedores com a prefeitura que estão em alta, essa cidade pode quebrar a qualquer momento.
Marina| - Eu farei o melhor, transformarei Montemort. Mas me diga quem são os principais devedores?
João Paulo| - Temos como principal devedor, a família aristocrata do herdeiro Thiago Benício.
Marina| - Thiago... (Marina sorri malignamente).
Cena II
Cabaré de Madame Sabina [Noite]
O local estava bem vazio, Madame Sabina e Oliver estavam entediados vendo o local sem clientes, Cristal servia bebidas.
Oliver| - Isso aqui morreu mesmo. Já podemos decretar falência.
Madame Sabina| - Mortaaaa nunca, já se passou um ano e você segue borocoxô só porque a putinha jovem treme treme se foi né?
Oliver| - Você tá louca querida, eu ainda tenho minha Deprê, ou quase isso, já que ela se casou com aquele trouxa do Thiago e tá lá fingindo tá grávida dele, quando na verdade o filho é meu, mal nos vemos, eu tô carente madame...
Madame Sabina| - Mortaaaaaa passe no meu quarto mais tarde queridooooo, eu tenho a cura para você!
Oliver| - Marina?
Madame e Oliver se assustam ao ver Marina entrando pelas portas toda mudada.
Oliver| - Eu sabia que mais cedo você voltaria a nos procura...
Marina| - Não se empolgue seu dejeto humano, eu vim quitar a minha dívida com vocês (taca dinheiro no alto).
Madame se ajoelha e cai no chão para pegar
Madame Danny| - Mortaaaaa, pelo visto você seguiu bem meus conselhos e aplicou o golpe legal no prefeito.
Oliver| - Marina não faça isso. (Oliver segura o braço dela, ela cospe em seu rosto, ele a solta).
Marina| - Você lave a mão para falar algo contra minha dignidade ou a do prefeito, vocês são dois lixos, não merecem um pingo de compaixão, devem ser tratado como baratas, finalmente esse dia chegou e eu estou aqui pisando em vocês.
Cristal para de servir bebidas para acompanhar tudo, feliz.
Madame Sabina| - Mortaaaa eu vou chamar a polícia para você!
Marina| - Ah é? Pode chamar meu bem, caso você não saiba eu sou a nova prefeita dessa cidade, pode chamar a polícia que imediatamente já fecharemos essa espelunca que nem alvará de funcionamento possui, só digo para vocês dois se prepararem, eu não vou poupar as lágrimas de ninguém desta cidade, doa a quem doer!
Oliver e Madame ficam assustados.
Marina| - Acho que os paguei muito bem, até com juros, já ia até me esquecendo, aviso que estou levando a Cristal comigo. Bye queridaaaaa
Marina e Cristal saem de braços dados abandonando Madame Sabina em prantos, bufando de raiva. Oliver fica sem reação.
Cena III
No cemitério:
Leonardo desenterrava um túmulo, ele abre um caixão, dentro dele havia um santo. Ele quebra o santo, arremessando contra o chão e retira uma pequena quantia de ouro. O coveiro segue rumo aos limites da cidade na estrada e se encontra em uma encruzilhada, com um pedaço de pau ele desenha uma cruz. Do longe da imensidão da estrada, um belo rapaz de terno preto surge.
Pedro| - Estava me procurando? (questiona Leonardo)
Assustado Leonardo o encara, sem dizer nenhuma palavra.
Pedro| - Eu disse que voltaria esse dia finalmente chegou (sorri)
Cena IV
Casa do Prefeito
De luto, Demi estava deitada no sofá com fones de ouvidos. Marina chega com Cristal e tentava falar com a enteada. Nervosa, ela retira os fones do ouvido de Demi que a encara.
Marina| - Bom, tenho prazer de apresentar a nossa nova governanta Cristal.
Demi| - Não acredito que você resolveu trazer o puteiro para esta casa, parabéns, você conseguiu... (Mudinha)? Que coisa mais cafona, era esse seu nome de moça da vida? Nem posso imaginar o que ela faça com a boca (sarcástica).
Marina| - Demi, não precisa ser assim, podemos ser amigas.
Demi| - Você e eu amigas na mesma frase? Isso não vai acontecer nunca, sorry, eu nunca vou perdoar meu pai, por esse castigo que me deixou, prefiro cortar meus pulsos e ir viver com ele e minha mãe lá no céu tá? Ah não, não posso morrer ainda, senão você vai tomar todo o nosso dinheiro, verdade.
A campainha bate.
Mudinha| - Deixa que eu abro, tenho que ir me acostumando com minhas novas funções.
Demi| - Meu Deus ela não é muda, tenho medo do que ela faz com a boca, sério!
Mudinha (na porta): - Marina, essa senhora tá querendo falar com você!
Marina| - Estamos muito cansadas para receber visitas, diga para ela voltar depois.
A mulher muito elegante entra mesmo assim pisando forte com seu salto, falando:
“- Não vai querer falar com a sua irmã Marina”?
Marina| - Blood???











