IV. Anjo ou Demônio?!
Cena 01.
Guilherme, está mais feliz do que nunca. Porém titubia.
Guilherme: Elisa escuta o que você está dizendo... Nossa classe... nosso nível social é diferente...
Elisa: Quem aqui, liga pra isso? Ou vai dizer, que você não sentiu nada, depois de ontem? Não gosta de mim, é isso?
Guilherme: Elisa quando eu ti vi pela primeira vez, é como se meu coração passasse a bater mais forte. Quanto a ontem, eu não te esqueci um segundo e quer saber porque?
Elisa: Por que?
Guilherme: Porque eu sempre gostei de você, eu sempre te achei linda, uma pessoa especial. Mais veja bem, a gente se conhece a apenas, dois meses.
Elisa: Dois meses, é mais do que suficiente pra eu perceber a pessoa que me rodeia, ou pelos menos eu acho que é.
Guilherme: Tá, tudo bem é verdade. Mas...
Elisa: Você vai me responder agora. Você aceita ou não?
Guilherme: Claro, sim meu amor!
Elisa se aproxima e os dois se beijam.
Matheus chega, e comemora.
Matheus: Agora Gui, você já é da familia rs.
Guilherme: Sim, Matheus. Mas quando, eu imaginaria que isso fosse acontecer?
Elisa: Ah, meu amor rs.
Matheus: Olha mudando de assunto... Ontem com aquela confusão toda, esquecemos de entregar as notas, pra que os Carrillo assinassem.
Guilherme: Não se preocupe eu irei até lá novamente.
Elisa: Tem certeza amor? Depois de ontem...
Guilherme: Tenho Elisa.
Matheus: Então se apressa por que, falta pouco pra terminar o prazo, pra que ela assine.
Guilherme: Tá... até logo.
Guilherme sai.
Cena 02.
Guilherme encontra Fabiola Carrillo, na porta de sua sala.
Guilherme: Senhora Carrillo, aqui está os documentos que precisa assinar.
Fabiola: Ah! Claro, a secretária falou mesmo — Fabiola assina – Pronto assinados.
Guilherme: Obrigado, Sra. E passar bem.
Fabiola: Olha rapaz, pesso perdão pelo que fez o meu filho. Não sei o que acontece com esse garoto as vezes. Aliás você tem uma beleza única. (Fabiola de aproxima de Guilherme) .
Guilherme: Não se preocupe rs, já até esqueci. Obrigado Sra rs.
Fabiola: Só falei a verdade. Então, até logo.
Guilherme: Até rs.
Cena 03.
Na rua, Guilherme encontra Felipe.
Felipe: Ah, então até aqui o favelado anda? O que pretende, heim? Está tentando arrumar algo, por aqui também? Quem sabe um novo golpe?
Guilherme: Nem pense que com seus insultos você irá me ofender. Por que não, não vai.
Felipe: Eu tenho pena de você, idiota maldito.
Guilherme: Quem deveria ter pena de alguem aqui, era eu de você, que sempre perde tudo pra mim. De um namoro da faculdade, até a minha grande ascenção e êxito que eu venho obtendo, coisa que você não tem, mauricinho desequilibrado. Pena eu tenho é de você! Hahahaha
Felipe: Que nojo que eu tenho de você. Pobre, maldito, morto de fome.
Guilherme: Cuidado com os insultos, porque eu posso te tirar o que você mais ama na vida. Antes sua namorada, que a joguei fora, tempos depois, mais agora pode ser... sua mãe. Cuidado!
Felipe: Você não se atreva a se meter com a minha mãe, desgraçado 💢
(Felipe, dá um soco em Guilherme).
Guilherme: Se você acha, que me agredir te fará melhor, continua rs. Com isso, você só demonstra, a sua fraqueza... minha pobreza pode ser de dinheiro, nível social e até mesmo modos, mais a sua ... a sua, é na alma, no coração. Coloca isso nessa sua cabeça vazia e nessa vida frustada que você leva.
Felipe: Cala a boca.
Guilherme: Não se preocupe. Já me cansei de você por hoje (dispara Guilherme ironicamente). Ah! E só mais uma coisa, nunca se esqueça de que "A VIDA É UM JOGO, E NO MEU JOGO, SÓ HÁ UM VENCEDOR, QUE SERÁ SEMPRE EU. SEJA DE QUE JEITO FOR".
Guilherme deixa Felipe se contorcendo de raiva. E vai embora pra casa.
Cena 04.
Luma e Vitória, novamente discutem ao relembrar o passado de Guilherme e seus pais.
Vitória: Quê, que é? Porque fica me olhando?
Luma: Você sabe Vitória. Sabe muito bem, que a história que você conta para o Guilherme, não é a história real dos pais dele.
Guilherme chega, e escuta.
Guilherme: Como é que é? Então você mentiu pra mim, esse tempo todo Vitória?
Vitória: Não, não é bem assim.
Guilherme: Vem aqui, sua estúpida. Você vai me contar essa história completa agora.
Guilherme arrasta Vitória pelo braço, até a sala.
Guilherme: Conta, velha inútil. Vamos, não me faça perder a paciência. (Esbraveja Guilherme).
Vitória: Eu não posso.
Guilherme: Então, não me resta outra opção, eu vou definitavamente pra casa dos Ferrari, e você vai ficar aqui só e comendo poeira.
Vitória: Dos Ferrari?! Guilherme, você não pode ter relações com essa familia.
Guilherme: E porque, Vitória? Ah! Você está querendo é fugir do assunto. Vamos e conta logo a verdade.
Vitória: A poucos dias, depois do seu nascimento, seus pais, te colocaram num orfanato e ao sair de lá em alta velocidade, perderam o controle do carros, e o carro acabou capotando e eles morreram.
Guilherme: Me puseram em um orfanato?
Guilherme fica em êxtase, abalado, transtornado e perde completamente o chão.
Vitória: Sim, não sei por qual motivo ainda. Mas eu fui te buscar e pedir sua guarda, assim que eu soube.
Guilherme: Eles não me quiseram. Não me quiseram, Não me quiseraaaaaam.
(Ele chora desesperadamente).
Cena 05.
Na estação, o metrô faz a sua parada. E os passageiros descem. Porém, um homem misterioso, chama atenção, ao chegar na Cidade dos Tempos.
(Suspense)
Homem Misterioso: Bom aqui estou. Seja pra ser chamado Ferrari ou Conth. A vida dessa gente nunca mais será a mesma.
(Continua...)
