Casa do Coveiro
Leonardo, o coveiro fritava um ovo em uma frigideira, quando um vento forte abre a porta da casa, ele olha para trás e se depara com Pedro.
Leonardo| - O que você quer? Eu já fiz tudo que podia ter feito por você!
Pedro| - E pelo visto de nada foi útil a sua ajuda, pois você é um fraco incapaz de matar, eu precisava de sangue, se fosse por você eu ficaria preso para sempre!
Leonardo| - Você está sendo muito ingrato, eu te resgatei, o trouxe de volta a esse mundo e é assim que me agradece, bom saber...
Pedro| - Eu não tenho nada a te agradecer, até porque se você existe é graças a mim, meu jovem descendente, mas pelo visto você é o mais fraco da família, ainda bem que você teve filhas fortes o suficiente rs
Leonardo| - O que elas têm a ver com isso? Deixem-nas fora desse seu plano maligno...
Pedro| - Tarde demais, a Blood já é obra minha e fará tudo que eu quiser, o juízo final já começou! Uma pena o destino ter que colocar irmãs contra irmãs rs (sorri)
Leonardo| - Maldita foi a hora que eu lhe tirei do abismo mais profundo, seu demônio... (vai em direção a Pedro que se desloca com facilidade para outro canto)
Pedro| - Maldita foi à hora que eu lhe permiti a vida seu sangue ruim. Eu não preciso de você! (Derruba Leonardo telepaticamente, que começa a se sufocar sozinho) – A essa hora a Blood deve estar prestes a abrir o portal que vai destruir esta cidade de vez, somente os fortes sobreviverão, apenas aqueles que merecem viver, feito isso eu erguirei o meu império e reencontrar-me-ei novamente com a minha amada, tudo isso é por ela, é para ela!
Cena VII
Cemitério:
Dentro de um círculo de velas, Blood estava concentrada profanando uma série de palavras em outra língua, sua expressão era diabólica, fria, seus olhos possuíam cor de fogo. Marina chega a seu encontro, assutada com a cena observa a irmã um pouco de longe.
Blood| - “Ex nihilo nihil fit... Initium novae vitae mors...
Tu es qui alterius sanguinem fuderit sanguinem exhaurire voragine bit Haec aeris perdidisse ad suffocat .
Qui numquam amavit , numquam scire quid est amor, quia est semper esse amant !
Omnia quae semel ultra vires absconditas esse invoco... Dominium omnium, qui est eligere Ultimum Judicium superesse.
Opere amor oppressae!”(Um espectro de luz cor de fogo emana por todo o céu do vilarejo, todas as sepulturas começam a tremer e aos poucos vão se abrindo) – Começou, que voltem os mortos! HA HA HA (grita deslumbrada)
Marina| - Chega Blood! (grita interrompendo) – Você não é a minha irmã, a verdadeira Blood de bom coração talvez esteja aí escondida aí dentro, mas essa não é você, seu monstro... Eu já estou sabendo de tudo!
Blood| - A Blood está morta! Pode ser difícil para você, mas é o que temos para hoje meu bem...
Marina| - Minha irmã por mais que tenha sofrido o que sofreu, jamais se sujeitaria a acabar com a vida do próximo, se tem algo que ela sempre soube bem avaliar é o coração e a bondade humana...
Blood| - Bla, bla, bla, você e seus discursos de sempre que chegam a dar pena, eu sinto asco de você, sua ratazana sem sal, você é vazia, sem nenhum conteúdo, totalmente inexpressiva... Pode estar aí bem vestida, mascarada de mulher fina, da alta sociedade, mas classe é algo que você nunca vai ter, será sempre a mesma rameira subalterna imunda de sempre, filha da escória!
Marina| - Eu não ligo para o que você fala até porque não é minha irmã que está aí, essa é só a carcaça dela que está sendo dominada por seu espírito maligno e corrói o coração da pobrezinha...
Blood| - Não existe mais coração, sua irmã já era, ela está morta!
Marina| - Mentiraaaaaa! (grita desesperada)
Blood sai do círculo e se aproxima de Marina, enfiando as garras dentro do peito da moça.
Blood| - Agora eu vou é arrancar o seu coração sem dó, nem piedade sua inexpressiva!
Thomas surge no cemitério às costas de Blood rezando com uma cruz na mão
Thomas| - Blood, eu voltei! Meu amor eu sei que você está aí, lute, lute, lute contras as forças que tentam te dominar, você não está sozinha...
Blood solta Marina e começa a sentir fortes dores, caindo no chão, uma voz doce emana de dentro dela:
Blood| - Thomas, você voltou?
Thomas| - Eu já estou sabendo tudo que aconteceu, eu sinto muito meu amor (chora) – Você deve se libertar do ódio, da obscuridade que te cerca, o perdão é o que há de mais nobre no ser humano...
Blood| - Thomas, eu, eu... não consigo... é forte demais (chora caída no chão, Marina também chora estirada ferida no chão)
De repente Blood se reergue possuída novamente.
Blood| - Perdão, isso não existe padre... O único arrependimento que tenho é não tê-los matado antes (torce o pescoço de Thomas, que cai morto no chão)
Marina| - AHHHHHHHHHHH (grita assustada tentando se apoiar a uma lápide)
Blood| - Agora é a sua vez rameira, tenho pressa o meu Pedro me espera!
Quando Blood finalmente se aproxima de Marina, esta tira uma vela acesa que estava no circulo e posiciona em direção ao coração da irmã que começa a pegar fogo até virar pó.
Marina| - Sinto muito ter que ser assim, descanse em paz minha irmãzinha (em prantos).
O espectro que estava no céu começa desaparecer. Marina fica jogada sobre a sepultura, quando Thiago aparece desesperado a sua procura.
Thiago| - Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem (a consola, abraçando e a beija com muito amor).
Casa do Coveiro:
Pedro| - Começou!!! (ria)
Leonardo continuava a se sufocar. De repente Pedro começa a desmanchar no ar
Pedro| - NÃÃÃÃÃOOOOOOOOO, minha amadaaaaaaaaaaaaaa não!!!!!!!!!!!!!!! Isso ainda não acabou... (desaparece)
Leonardo para de se sufocar, tenta recuperar a respiração, assustado.
Quatro semanas depois...
Cena VIII
Pensão de Montemort:
Slim e Gaby chegam na pensão da cidade, Slim carregava as malas nas costas, enquanto Gaby passava o dedo nos cantos do lugar, vendo a poeira com cara de nojo.
Gaby| - Vamos SlimBicha, por que parou?
Slim| - Nem se eu fosse um burro de carga eu ia conseguir carregar todas essas suas tranqueiras nas costas e ainda mais com essa escadaria sem fim.
Gaby| - Esse lugar é nojento, esperto foram os “seus” filhos que deram o pé assim que nós fomos expulsos, nem sinal temos do Vini e da Deprê...
Gaby| - Nem me fale o nome desse seu sobrinho ingrato, ainda bem que conseguimos pegar o suficiente daquele tapete idiota e assim poderemos refazer a nossa vidinha, querido.
Os dois entram no quarto, Os dois ficam impressionados com a aparência do local.
Gaby| - Argh! Isso fede a mofo, morta que terei que viver na afiliada do SBT, para você meu benzinho, claro não será problema rs
Slim encontra uma carta em uma das malas e lia.
Slim encontra uma carta em uma das malas e lia.
Gaby| - O que é isso? Não vai me dizer que já fez uma cartinha pedindo reforma desse lugar pro Flop Legal?
Slim - Essa carta é do Vini (Gaby olha com cara de dúvida) – Ele diz que foi embora...
Gaby| - Maravilha! Uma boca a menos para ter que alimentar, a vida não tá fácil!
Slim| - Ele foi para o México e nem me levou? (resmunga)
Slim| - Ele foi para o México e nem me levou? (resmunga)
Gaby| - México? Olha só ele conseguiu, quem diria hein e com que dinheiro que esse moleque partiu? (Gaby olha incrédula para a Slim que só acena a cabeça positivamente) – Não, não, ele não foi com esse dinheiro... (se questiona assustada)
Slim| - Sim, sim, ele foi embora com todo o nosso dinheiro... E nem me levou (resmunga)
Gaby| - Seu idiotaaaaaaa, eu vou te levar é pro inferno, seu incompetente como você deixa aquela bicha saltitante passar a perna na gente? Você sabe o que isso significa? Não temos dinheiro nem para ficar nem na mais profunda fossa, temos que dar o pé daqui...
Slim| - E pra onde vamos?
Gaby| - Vem comigo, não temos tempos pra mala... (Os dois pulam a janela e fogem)
Cabaré de Madame Sabina
Gaby e Slim chegam a Casa de Madame Sabina pelo salão principal que estava completamente vazio e com aparência de estar fechado há muito tempo, ela estava vestida de homem e ele de mulher. Eles batem palma para ver se sai alguém para recebê-los. Em uma cadeira de rodas surge Madame Sabina.
Madame Sabina| - Mortaaaaaa, alguém finalmente resolveu me visitarrrrrr.... Quem são vocês?
Gaby| - Eu sou Gabyzona.
Slim| - E eu sou Slimzinha!
Madame Sabina| - Mortaaaaaa, um casal nada convencional, adorooooo. O que querem comigoooo dyvos?
Gaby| - Acreditamos que temos muito a agregar neste lugar, que ao que me parece está na lama, pra não dizer coisa pior...
Madame Sabina| - Pois é amadaaaaa eu me tornei uma inválida e o meu sócio Oliver me abandonou...
Slim| - Que ótimo queridaaaa, podemos ser sócias agora!
Madame Sabina| - Mortaaaaaaa viadaaaa! Mas vocês tem algum capital de investimentoooooo?
Gaby| - É claro que sim!
Slim| - Temos?
Madame Sabina debocha da situação dos dois.
Gaby| - Nós somos o capital de investimento e tenho certeza que vamos levantar esse lugar novamente e outras coisitas mais!
Madame Sabina| - Mortaaaaaa, amo!
Cena IX
Hospital:
Lucas era um novo homem, remodelado e aparentemente mais sério sem efeito da cachaça, acompanhava a esposa Mudinha dia e noite na cabeceira da cama de hospital. Quando ela finalmente acorda.
Cristal (Mudinha)| - Eu morri?
Lucas| - Não morreu, você está bem viva aqui do meu lado, meu amor rs
Mudinha| - Eu pensei que você estivesse morto... Foi o que a Madame Sabina me fez acreditar.
Lucas| - Eu também, mas não temos mais por que nos preocuparmos com isso, vamos esquecer todo o mal que ficou no passado, agora teremos todo o tempo do mundo para pensarmos somente em nós dois!
Mudinha| - Nada e ninguém irá nos separar nunca mais!
Eles sorriem e se beijam.
Recomendem!


